segunda-feira, 6 de junho de 2011

TEÓRICOS

Paul Lazarsfeld
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Paul Lazarsfeld nasceu em 1901 em Viena, na Áustria. Estudou na Universidade de Viena, onde obteve seu doutorado em Matemática Aplicada e Física com uma tese sobre os aspectos matemáticos da teoria de Einstein. Em 1929, Lazarsfeld fundou o Instituto de Pesquisa Aplicada em Psicologia Social na Áustria. Em 1933, com uma bolsa da Fundação Rockefeller, foi para os Estados Unidos e trabalhou na Universidade de Princenton como diretor do Instituto de Radio Research. Em 1936, administrou o Centro de Pesquisa da Universidade de Newark, em New Jersey. Mais tarde, o seu projeto mudou-se para a Universidade de Columbia, em Nova York, em cujo Departamento de Sociologia Lazarsfeld trabalhou durante 30 anos, além de fundar e dirigir o “Bureau of Applied Social Research”. Durante um longo tempo, se manteve próximo os teóricos da Escola de Frankfurt, na América. Na Universidade de Columbia, trabalhou em estreita colaboração com Robert Merton, outro grande teórico. Lazarsfeld morreu em 1976, em Nova York.

2)Principais ideias


Paul Lazarsfeld é considerado um dos mais importantes sociólogos do século XX e foi responsável por grandes contribuições científicas e metodológicas no campo dos estudos de mídia de massa, marketing político e opinião pública. Uma das primeiras pesquisas de Lazarsfeld, em 1940, baseou-se na influência da mídia nas práticas eleitorais em Ohio, durante a campanha presidencial. Os resultados foram publicados em seu livro The People’s Choice, considerado o primeiro estudo sistemático importante das chaves para a formação e evolução do comportamento de voto antes da eleição presidencial. O artigo aborda a personalidade dos eleitores, sua formação e a influência da mídia na tomada de decisão.
O principal meio estudado por Lazarsfeld foi o rádio, do qual estudou seus mecanismos de influência social, através de um trabalho empírico que lhe possibilitou relacionar o nível de formação da audiência e a influência do rádio. Em 1955, publicou com o teórico Elihu Katz, a obra Personal Influence: The part played by people in the flow of man communications, resultado de uma investigação sobre a influência dos meios sobre os líderes de opinião e o público em geral. Segundo Lazarsfeld, o fluxo de informações transmitido pelos meios de comunicação de massa não atinge o público de maneira direta, mas sim através de formadores (líderes) de opinião, capazes de trazer e fomentar discussões para o seu grupo, que o tomam como referência. Essa concepção, chamada de Fluxo de Comunicação em Dois Tempos, defende, portanto, a ideia de que as mensagens midiáticas seguem fluxo indireto devido às configurações dos grupos de pertencimento dos indivíduos.
Essas pesquisas de Lazarsfeld abriram caminho para vários estudos destinados à compreensão dos fenômenos midiáticos envolvendo a opinião pública. Dessa forma, a compreensão dos fenômenos relacionados à opinião pública adquiriu grande importância devido às transformações sociais ocorridas no século XX, como a expansão do alcance da mídia e a ampliação da esfera pública.

3)Bibliografia

As principais obras de Paul Lazarsfeld são:

• The People’s Choice (1944)
• How the Voter Makes Up His Mind in the Presidential Campaing (1944)
• Radio Listening In America (1948)
• Voting (1954)
• Personal Influence (1955) com Elihu Katz


Carl Hovland

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Carl Hovland, nasceu em 1912 na cidade de Chicago(EUA). Filho de imigrantes escandinavos, o teórico estudou matemática, ciências e psicologia na Northwestern University, realizando seu doutorado na Universidade de Yale, local no qual em 1940 ele iniciou sua vida como professor. Durante Segunda guerra mundial, trabalho no exercito dos EUA, estudando atitude e persuasão.Após a guerra, com apenas 33 anos, ele foi nomeado diretor do Laboratório de Psicologia, continuando a desenvolver as principais linhas de pesquisa sobre comunicação e comportamento. Em 1961, aos 48 anos, Carl Hovland morre, mas apesar disso, seu prestigio não acaba, sendo considerado um dos quatro fundadores dos estudos de comunicação. Além disso, suas obras continuaram através de seus colegas e discípulos, incluindo Irving Janis e Kelley Harold, alem de influenciar, entre outros, o pensamento de McGuire , que desenvolveu e ampliou os elementos do processo persuasivo descrito por Hovland.

2-)Principais ideias

Carl Iver Hovland foi um dos pioneiros da perspectiva funcionalista junto com Paul Lazarsfeld e Harold Lasswell. Ele era considerado o psicossociólogo do trio, já que se interessava pelos fenômenos de persuasão nos pequenos grupos, e nos processos de formação das opiniões individuais. Ele é o criador do efeito sleeper effect, que analisa o tanto que um efeito de uma mensagem podem ser mais ou menos fortes na recepção e ao fim de algum tempo.

Trabalhou primeiramente na Universidade de Yale e em seguida, duarnte a Segunda Guerra Mundial, no Exército dos EUA, estudando atitude e persuasão e coordenando os estudos no Departamento de Guerra sobre a persuasão e seus efeitos sobre a mudança de atitudes, através da informação e propaganda. Após o fim da Guerra, ele voltou à faculdade, criando o chamado "Yale School", grupo de estudos em torno dos pressupostos da psicologia cognitiva derivada das abordagens comportamentais .Em estudos posteriores Hovland colaborou com Irving Janis, quem se tornaria mais tarde famoso por sua teoria groupthink. Hovland tornou-se também teórico social do julgamento da atitude de mudança.


3-)Bibliografia:


Entre outros livros, escreveu:
•Experiências em Comunicação de Massa (1949),
•Comunicação e Persuasão (1953), com Irving Janis e Kelley Harold
•Efeitos dos meios de Comunicação de Massa (1954)

Robert K. Merton

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Robert K. Merton nasceu Meyer R. Schkolnick em 04 de julho de 1910, na Filadélfia, Era filho de imigrantes da Europa Oriental, educado na Filadélfia South High School, tornou-se um visitante assíduo do vizinho Andrew Carnegie Library, da Academia de Música, da Biblioteca Central, do Museu de Artes e outros centros culturais e educacionais. Merton iniciou sua carreira sociológica sob a orientação de George E. Simpson na Temple College (1927-1931), e Pitrim Sorokin na Universidade de Harvard (1931-1936).
Merton foi fortemente influenciado pela Pitirim Sorokin, que tentou se equilibrar em grande escala na teorização com um forte interesse em pesquisa empírica e de estudos estatísticos. Sorokin e Paul Lazarsfeld o convenceram a se ocupar com “gama média” das teorias sociológicas.
Merton lecionou em Harvard, até 1939, quando ele se tornou professor e chefe do departamento de sociologia da Universidade de Tulane. Em 1941, ingressou na Universidade da Colombia, tornando-se Giddings professor de Sociologia em 1963. Ele foi nomeado para posto mais alto da universidade acadêmica, professor universitário, em 1974 e tornou-se professor de serviço especial em cima de sua aposentadoria em 1979, um título reservado pelos administradores para o corpo docente emérito por “‘prestação de serviços especiais para a Universidade”.
Merton foi diretor adjunto da Mesa da universidade de Pesquisa Social Aplicada 1942-1971. Ele era um membro do corpo docente adjunto na Universidade Rockefeller, e foi também o primeiro Foundation Scholar na Russell Sage Foundation. Merton se aposentou em 1984. Em reconhecimento à sua contribuição duradoura para a bolsa e com a universidade de Columbia estabeleceu a Robert K. Merton Professorado em Ciências Sociais em 1990.
Merton foi casado duas vezes, inclusive com sua colega socióloga Harriet Zuckerman. Ele tinha dois filhos e duas filhas do primeiro casamento, incluindo Robert C. Merton, vencedor de 1997 do Prêmio Nobel de economia. Merton morreu em 2003.

2-)Principais ideias:
Merton teve uma brilhante carreira acadêmica. Reconhecido tanto por sua excelência no ensino quanto na sua obra teórica em sociologia. Merton desenvolveu a teoria de médio alcance que começa com aspectos delimitados dos fenômenos sociais. Segundo ele essas teorias devem ser construídas com referência nos fenômenos que são observáveis, a fim de gerar uma série de problemas teóricos, bem como para ser incorporado nas proposições que permitem o teste empírico. Exemplos de teorias de médio alcance incluem teorias de mobilidade social de Emile Durkheim, a teoria de suicídio.
Entre suas muitas contribuições acadêmicas incluem-se o seu trabalho sobre o conceito de anomia em relação à estrutura social, seu desenvolvimento a partir das idéias de Weber é a concepção “da burocracia”, e seu trabalho pioneiro no campo da Introdução da sociologia da ciência. Foi à teoria de Durkheim de anomia que inspirou a teoria de Merton com o mesmo nome.
Merton realizou uma extensa pesquisa, criando um novo campo da sociologia da ciência. Ele desenvolveu a tese para explicar algumas das causas da revolução científica e as normas mertoniana da ciência para guiar os cientistas em sua busca pelo conhecimento. A tese de Merton é um argumento sobre a natureza da ciência experimental precoce. À semelhança com Max Weber na alegação de que havia uma ligação entre os protestantes da ética e da ascensão do capitalismo, Merton defendeu uma estatística correlação positiva entre o aumento dos protestantes sentimentos de piedade e ciência experimental precoce.
Merton introduziu conceitos relevantes para o campo, entre eles profecia auto-realizadora e conseqüências não intencionais. Merton também cunhou o termo “obliteração” pelo termo “incorporação”, quando um conceito se torna tão popularizado que seu inventor é esquecido. Neste processo de “apagamento por incorporação”, tanto a idéia original e as formulações literal do que são esquecidos devido ao uso prolongado e generalizado, e entra em linguagem corrente (ou pelo menos a linguagem do cotidiano de uma determinada disciplina acadêmica), já não estar ligada à sua origem. Assim, eles tornam-se semelhantes ao conhecimento comum. Merton também introduziu o termo “múltiplo” para descrever independente descobertas similares na ciência. Estes são casos em que descobertas semelhantes são feitas por cientistas que trabalham independentemente uns dos outros.

3-)Bibliografia:
Principais Obras:
•Finanças, Zvi Bodie, New Jersey: Prentice-Hall, 1998.
•O Sistema Financeiro Global: uma perspectiva funcional, com D. Crane, Froot K., S. Mason, Perold A., Bodie Z., Sirri E. e P. Tufano, Boston: Harvard Business School Press, 1995.
•Casos em Engenharia Financeira: Estudos Aplicados da Inovação Financeira, com S. Mason, Perold FA e P. Tufano, Prentice-Hall, 1995.
•Continuous-Time Finanças, Basil Blackwell, Inc. 1990; Edição Revisada de 1992.
•The Collected Papers of Scientific Paul A. Samuelson Volume III, editor, Cambridge, MIT Press, 1972.

Artigos Publicados
•“O Sistema Financeiro Global Project”, com P. Tufano, em TK McCraw, ed:. Intelectual, Venture Capital Essays in Honor of Dean H. John McArthur, Boston: Harvard Business School Press, no prelo 1998.
•“Aplicações de Pricing Theory-Opção: Vinte e cinco anos depois,” Les Prémio Nobel de 1997,em Estocolmo: Fundação Nobel.
•“Prefácio,” Matemática de instrumentos derivados, Dempster MAH e S. Pliska, eds., Cambridge University Press, 1997.

Casos e trabalhos inéditos
•Harrington Financial Group “, com A. Moel, da Harvard Business School Case 9-297-088, Abril de 1997.
•“Smith Breeden Associates: A Equity Plus Fund”, com A. Moel, da Harvard Business School Case # 9-297-089, Abril de 1997.
•“Poupança e Empréstimos e os mercados hipotecários”, com A. Moel, da Harvard Business School Case # N9-297-090, fevereiro de 1997.

Herbert Marshall McLuhan

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Herbert Marshall McLuhan nasceu em 21 de julho de 1911, em Edmonton, Canadá.
Começou o Ensino Superior estudando Engenharia, mas formou-se em Inglês e Literatura na Universidade de Manitoba, em 1932. Concluiu seu mestrado em Cambridg, em 1939, e o doutorado em filosofia em 1943, com uma tese dotada de riqueza e rigor de análise sobre a retórica na obra do escritor inglês Thomas Nashe.
Entre os anos de 1944 e 1946, lecionou Literatura na Universidade de Assumption, Winsconsin e Saint Louis, nos EUA, e entre 1946 e 1979 na Universidade de Toronto.
Em Setembro de 1979, McLuhan sofreu uma trombose que o deixou incapaz de falar, ler ou escrever. Morreu enquanto dormia a 31 de dezembro de 1980.

2-)Principais ideias

McLuhan nos apresenta algumas palavras-chave como impacto sensorial, o meio é a mensagem e aldeia global como metáforas para a sociedade contemporânea.
O teórico foi precursor dos estudos midiológicos, considerado um visionário, profeta do século XX no que diz respeito aos meios de comunicação e seu foco de interesse é a interferência deles nas sensações humanas. Surge aí o conceito de "meios de comunicaçao como extensões do homem" que é, inclusive, o título de uma de suas obras, ou "prótese técnica". Ou seja, a forma de um meio social tem a ver as novas maneiras de percepção instauradas pelas tecnologias da informação. Os próprios meios são a causa e o motivo das estruturas sociais.
Suas teorias contribuiram para a reflexão sobre a mídia como um fenômeno moderno e estimulou inúmeros debates acadêmicos.

3-)Bibliografia
Dentre suas obras, existem algumas publicações somente em inglês:
•1951 – The Mechanical Bride: Folklore of Industrial Man;
•1962 – The Gutemberg Galaxy: The Makin of Typographic Man (que apresenta uma visão determinista de extensão tecnológica dos meios de comunicação);
•1964 – Undestanding Media: The Extensions of Man (que inclui a classificação dos meios de comunicação “frio” e “quente”, de acordo com a intensidade do fluxo transmitido e da participação do público);
•1967 – The Medium is the Massage: Na Inventory of effects;
•1968 – War and Peace in the Global Village;
•1969 – “Communication in the Global Village”.

quinta-feira, 24 de março de 2011

A evolução dos meios de comunicação de massa e seus efeitos na sociedade.


O que é a Comunicação ?

A comunicação é um processo pelo qual a informação é transmitida a partir de um emissor para um receptor através de um canal. Quando essa mensagem é transmitida a um grande número de receptores, denomina-se comunicação de massa.
          Para muitos, o primeiro meio de comunicação de massa foram os livros, possibilitando a difusão de uma mesma mensagem para um grande número de pessoas. Com o desenvolvimento da imprensa escrita, falada e televisionada, a disseminação da informação fez-se mais acessível, facilitando a propagação da mensagem.
Afinal, você sabe quais são os meios de comunicação de massa mais conhecidos ?

                                             mcarolina.wordpress.com
   Jornal:  meio de comunicação escrita, utilizado para transmitir mensagens de caráter informativo, fatos do cotidiano, além de abrir espaço para entretenimento e propaganda.


                                  overmundo.com.br
    Rádio:  foi e continua sendo o meio mais popular de comunicação de massa. Por fazer uso da linguagem oral, o rádio facilita a compreensão das mensagens, já que o receptor não precisa ler e escrever, apenas escutar o que está sendo transmitido. Além do mais, quase toda a população tem acesso a este meio, que revolucionou a comunicação, introduzindo em sua grade músicas, rádio novela, programas de auditório e noticiários que atraíam a atenção do público.

                                blogs.estadao.com.br
Televisão: é o meio de comunicação mais poderoso, persuasivo e influente, por reunir recursos audiovisuais em uma grade de programação diária, além de não exigir esforços e conhecimentos do receptor. A programação e o conteúdo são impostos pelo emissor, direcionando o foco do receptor.

                                 mundodepublicitario.blogspot.com

Internet:  é o meio de comunicação de massa mais novo e eficaz, no entanto, não é acessível a todos, visto que é necessário possuir o aparelho (computador) e ter acesso à rede.


E como esses meios influenciam? Quais são os efeitos sociais que eles causam? 


Com o desenvolvimento da comunicação de massa, surgiram diversas teorias que tentavam entender e explicar o comportamento das massas. A princípio, a sociedade de massa era considerada passiva, alienada e manipulável. Entendia-se que a mensagem produzida pelo emissor era recebida pela sociedade sem contestação, de forma homogênea, controlando-a e persuadindo-a. Essa teoria, conhecida como teoria hipodérmica que, segundo Schonemann, está relacionada à “arte de influenciar as massas”, defendia “uma relação direta entre a exposição às mensagens e o comportamento: se uma pessoa é ‘apanhada’ pela propaganda, pode ser controlada, manipulada, levada a agir”. Porém, com o desenvolvimento de novos estudos, foi descoberto que cada mensagem gera um entendimento recebido de forma diferenciada por cada um, já que fatores psicológicos, empíricos, sociais, econômicos e o contexto que o indivíduo se encontra geram uma decodificação diferenciada. Essa constatação “abandona” a teoria hipodérmica e redimensiona a ideia de influência/persuasão. A partir dessa ideia, o efeito direto da comunicação de massa perde sua força, pois o indivíduo busca informações de acordo com seus interesses e motivações, evitando mensagens que não estão de acordo com seus pensamentos e atitudes. Com o tempo, o indivíduo seleciona os elementos mais significativos para ele em detrimento dos mais discordantes. Nos últimos anos, estudos apontaram que houve uma mudança no comportamento da sociedade de massa. A partir desse momento, a informação passa a ser direcionada a grandes grupos de acordo com aspectos sociais, culturais, psicológicos que geram, além da interação do grupo, discussão e assimilação das mensagens.
Segundo Mauro Wolf, “o modo de pensar o papel da comunicação de massa parece estar, portanto, estreitamente ligado ao clima social que caracteriza um determinado período histórico: às modificações desse clima correspondem oscilações no comportamento acerca de influência dos mass media.”